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Entrevista: Vini Pelin (Outro Lado)



Em janeiro, trocamos uma ideia com o Vinícius Pelin, mais conhecido como Vini Pelin, ou só "Vini". Ele é formado em Música pela Faculdade Anhanguera-Uniban (campus Cascavel), baixista na banda Outro Lado e professor de baixo na Escola Sonora. O Vini vem de uma família muito musical: lembro que o Céser Pelin, seu pai, tinha a loja de discos A Musical onde hoje é a Sonora. Seu tio, Neudi Pelin, já tocou na banda Os Terríveis e é dono do Pesque Pague Pelin, onde diversas festas memoráveis do rock and roll já aconteceram. O irmão, Rafael (Rafa Pelin), toca piano e teclado e já fez parte do início da Outro Lado. O Vini contou pra gente sobre as festas promovidas no Pesque Pague do Pelin e sobre a Green. Também faz um apontamento importante sobre a violência nas festas de rock em Palotina. Boa leitura, gente!


Rock do Velho Oeste: Vini, quais são suas memórias mais antigas da cena rock em Palotina?

Vinícius Pelin: Minhas memórias mais antigas no rock são de quando montei minha primeira banda de rock. Existia na época um concurso de bandas no teatro, era muito bacana. Foi meu primeiro contato com o rock. Comecei a me dedicar às festas de rock quando terminei minha faculdade de música. o Zanin já fazia alguns festivais no Pesque Pague, aí veio a oportunidade de promover o primeiro Woodstock no Texas, encabeçada por mim, pelo Murilo (Bier), Pinduca e Zanin. Fui aprendendo como funcionava uma festa e todos os detalhes, daí em diante o pessoa do ATC abriu as portas para montarmos a Green Club, projeto no qual participo até hoje. Também promovi outras festas no Pesque Pague do meu tio, (Neudi) Pelin.


RDVO: Como você já tem experiência em organizar as festas de rock, você poderia contar como o line up das festas é escolhido?

VP: Depende da festa. Muitas vezes, faço uma pesquisa pra quer o que a galera tá querendo escutar. Isso quando se trata de cover. Já lá no Pesque Pague, procuramos colocar bandas mais da região.


RDVO: Existe diferença de público entre as festas na Green e fora dela (por exemplo, Pesque Pague ou até mesmo lá o parque de exposições com o Lolla)?

VP: Creio que conseguimos, com muito trabalho criar um publico cativo para Green! Vejo que o pessoal vai la é pelo rock, para curtir a atração que contratamos, e a galera realmente se diverte muito. Não vejo grande diferença no público que vai na Green para o que vai no Pesque Pague. Claro que sempre existem as pessoas que preferem um local do que o outro. Vejo diferença nos lugares de festa mista, onde toca todos os estilos. Aí sim, é diferente, não tem toda a energia que a Green ou no Pesque Pague é passadoa para a banda e a banda passa para o público. No ano de 2016, fizemos o segundo Lollapalota no parque de exposição. Foi uma experiência muito boa e resolvemos alguns problemas técnicos: um é a chuva - lá é coberto, então podemos fazer quer esteja chovendo ou não; e o local agradou o público - o espaço é amplo! Mas uma coisa te digo: nada supera as festas do Pesque Pague (rsrs)


RDVO: Cara, eu concordo sobre as festas no pesque pague. A vibe é bem diferente lá.

É como foi que surgiu a ideia da Green?

VP: Foi um convite da Kelma. Ela é promoter e, na época, diretora social do ATC. Sempre fui muito amigo dela, pessoa que sempre apoiou minhas ideias e acreditou no projeto. Ela acabou me indicando pra entrar como parceria para iniciar os trabalhos da antiga boate que eles iriam reformar. Aí eu dei a ideia de fazer festas focando o público do rock, disse meu equipamento de som daria, seria um diferencial, eles gostaram da ideia, deu certo desde então. Trabalhamos com os melhores covers do Brasil, incluímos muitas bandas de nossa região, acredito que o pessoal do clube está bem contente com o público do rock e vai continuar apostando nesse nicho de mercado. Nunca vi dar uma briga nesses quase 3 anos de Green! Fazemos apenas uma festa por mês, e e galera prestigia.


RDVO: Essa questão das brigas fica muito evidente quando a gente.compara eventos de rock em Palotina com outros. A que você atribuiria essa diferença?

VP: A galera que vai ao rock, vai para curtir a música, banda, show, pular, se divertir! Já nas outras festas, vão pela balada, muitas vezes nem sabem sequer quem vai tocar cara. Chega ser bizarro, mas é real.


RDVO: Não é a música que une a galera, né. Parece que nesses casos é mais o "ir pra balada".

VP: Exatamente isso que penso, vão só pra ter o que fazer, ja não é o caso do rock, em que as pessoas vão pelo espirito rock'n'roll, hehe.. E isso que deixa as festas legais: a energia da galera, aquele ambiente bacana, sem brigas, de total parceria.

 

Enquanto conversávamos, o Vini perdeu seu avô e, tempos depois, teve a maravilhosa notícia de que ia ser papai! Vocês podem imaginar a preocupação e correria do Vini em janeiro, mas ele respondeu a tudo de boa vontade e a gente só tem a agradecer pelo tempo que ele dedicou pra Rock do Velho Oeste. Valeu demais, Vini!


Como vocês puderam ler ao final da entrevista do Vini, nossa cena rock em Palotina é relativamente calma. Você concorda com isso? Se sim, a que vocês atribuem esse clima "paz e amor" nas festas de rock? Se discorda, conte pra gente o motivo!


Até a próxima, galere!

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