top of page

Entrevista: Daniel Bassotto (Baú do Manoel Preto)

  • 3 de mar. de 2017
  • 4 min de leitura

E aí, galera do rock and roll Palotinense, como é que tá essa força? Hoje a Rock do Velho Oeste traz pra vocês a entrevista do Daniel Bassotto, da banda Baú do Manoel Preto. Se liga no que ele tem pra contar pra gente:

Rock do Velho Oeste: Daniel, conta pra gente sobre o início da Baú.

Daniel Bassotto: O nome Baú do Manoel Preto veio em mente após os integrantes da banda ouvirem uma música do Raimundos chamada "Rafael", onde é citado o nome "Manoel Preto", Manoel Preto era um dos maiores sertanistas de São Paulo no século XVII, considerado um destemível explorador e tido como um homem de ação. No começo, a banda tinha o intuito de tocar somente Rage Against the Machine e Raimundos, mas, depois de um período, o repertório começou a se expandir, contendo Cueio Limão, Metallica, Matanza, Pantera, Ultraje a Rigor, Scars on Broadway e Muse. A banda passou por várias formações com somente amigos próximos, ocasionando em um ótimo entrosamento e companherismo entre os mesmos.


RDVO: Você disse que, a princípio, a ideia era tocar só RATM e Raimundos... o que levou vocês a ampliarem o leque de bandas?

DB: O que levou a Baú a ampliar foi o gosto variado dos integrantes. Cada um curtia alguma coisa, eu curtia mais um Pantera, alguém curtia algo mais puxado pra um alternativo, outro um Classic Rock... Ai decidimos tocar de tudo pra agradar o gosto de todos, ai nosso setlist está bem misto em estilos.


RDVO: E como foi a primeira vez que vocês tocaram para um público? Como surgiu essa oportunidade?

DB: Nossa primeira vez tocando foi uma mistura de sensações bem loucas. Eu, particularmente, senti tudo de ruim e tudo de bom ao mesmo tempo kkkk. Nosso primeiro show foi na Expo-Palotina. Surgiu com a galera correndo atrás mesmo.


RDVO: Você lembra de todos os lugares em que já tocaram?

DB: Foi mais em eventos da cidade. Não lembro muito bem.


Neste momento, eu comento com o Daniel se é possível verificar essas informações na fan page da Baú no Facebook e ele diz que a página não está sendo atualizada com tanta frequência. Ele atribui a falta de atualização ao desânimo pela falta de oportunidades na cidade.


RDVO: Como você sente que é a relação da banda de vocês com as outras bandas/músicos?

DB: Olha, nós temos a melhor (relação) possível. Acho o trabalho de cada uma incrível, assim como a galera da banda também acha. Sabemos como é difícil seguir na música e admiramos o esforço de cada banda.


RDVO: E sobre a falta de oportunidades, Daniel? A que você atribui este fato?

DB: A música em Palotina é pouco valorizada. Tem pouco espaço pra banda local e muito pra banda de fora.


RDVO: Você diz a música como um todo ou mais especificamente o rock?

DB: A música como um todo. Tocamos praticamente de graça durante um ano por acharem que o valor que pedíamos era muito alto e não havia como pagar. Pedíamos R$ 700,00, nos pagavam no máximo R$ 200,00. Aí tocamos mais por paixão, mesmo.


RDVO: Você acha que é possível falar em cena rock palotinense hoje?

DB: Hoje acho que não. Antigamente dava pra falar. Antes era bem grande, hoje tá muito fraco. Talvez pelo que eu disse antes, pouca valorização.


RDVO: Quando você fala em "antes", em que época seria isso? Questão de quantos anos atrás, por exemplo?

DB: Uns dois anos, quase três anos atrás, por aí...


RDVO: O que havia há dois ou três anos atrás que te faz acreditar que a cena rock era mais forte naquela época?

DB: Então, naquela época, os organizadores valorizavam mais as bandas locais. Tinha mais showzinhos envolvendo as bandas. Acredito que a galera curtia mais aquela época do que hoje.


RDVO: E quando vai ser o próximo show da Baú?

DB: Ainda não sabemos. Estamos focando bastante nas (músicas) autorais e deixamos um pouco os shows de lado, mas pretendemos voltar logo e já com as autorais nos próximos repertórios!


---> como a entrevista foi concedida antes do dia 13 de fevereiro de 2017, a banda ainda não tinha fechado pro line up da 3ª Edição do Rock no Pelin. Portanto, o próximo show deles é dia 11 de março, moçada!


Foi um prazer conversar como Daniel. Eu não o conhecia ainda (e continuo sem conhecer pessoalmente ahahaha), mas agradeço o tempo e a paciência pra responder as perguntas!


É bem interessante ouvir a opinião de uma galera mais nova e que tem um ponto de vista sobre a cena rock que é diferente da gente. Por exemplo, o Daniel comentou que, pra ele, a cena rock palotinense era mais forte há dois, três anos atrás. Se a gente for pensar no que acontecia então, a gente vai perceber que em 2015, 2014 e 2013 a gente teve algumas das principais festas de rock que movimentaram a cena. Em 2016, a gente tem a entrada da Green na cena, que acaba se tornando mais um lugar do rock and roll em Palotina, com uma abordagem diferente da dinâmica que estávamos acostumados no Pelin e em outros lugares.


Não tô aqui pra dizer que na época X era boa, na época Y era boa. Porém, o relato do Daniel permite que a gente compreenda um pouco do desenrolar da cena e entenda como ela impactou algumas pessoas, bandas e, claro, a própria cena. E é esse o objetivo do site: reconstruir/resgatar o percurso do rock em Palotina, ainda que pessoas diferentes tenham percepções diferentes. Viva as diferenças, né non?


Mais uma vez, muito obrigada, Daniel! Vida longa à Báu do Manoel Preto!

Comentários


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
bottom of page