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Mate-me, por favor (Legs McNeil e Gilliam McCain)

  • Foto do escritor: Admin
    Admin
  • 16 de jan. de 2017
  • 3 min de leitura

Mate-me, por favor. Foto: arquivo pessoal

Escrito por Gillian McCain com a ajuda do jornalista de música, Legs McNeil - o cara que batizou o movimento de "punk" -, este livro é leitura obrigatória para quem gosta de punk rock, se interessa pela origem do estilo musical ou apenas gosta de conhecer um pouco sobre a história do rock'n'roll.


O livro é construído a partir da fala dos próprios sujeitos que criaram e/ou estavam em meio à cena punk norte-americana e britânica enquanto ela estava surgindo e se desenvolvendo. A estratégia narrativa dos autores, portanto, não é a de "texto corrido", como estamos acostumados, mas sim de "entrevista". Na apresentação do livro, a gente lê:


"Em centenas de entrevistas com todos os personagens principais originais, incluindo Iggy Pop, Patti Smith, Dee Dee e Joey Ramone, Debbie Harry, Nico, Wayne Kramer, Danny Fields, Richard Hell e Malcolm MacLaren, penetra-se nos camarins e apartamentos para reviver o que começou nas entranhas de Nova York como uma pequena cena atrística e se tornou um verdadeiro momento revolucionário da música." (MCNEIL & MCCAIN, 1997, p. 5)


Quando você for ler sobre o lendário CBGB em NY, por exemplo, você lerá as falas dos músicos cronologicamente editadas dentre centenas de entrevistas dadas a respeito do assunto (ver imagens abaixo). Desta forma, é possível ter uma ideia da linha do tempo de acontecimentos que envolvem determinada temática (neste caso, o CBGB), bem como as impressões, opiniões e sentimentos dos músicos em relação ao assunto abordado em cada capítulo, como é possível ver na imagem abaixo:

(Capítulo que conta a história do CBGB)

(Trecho do livro que conta a origem do "Kill me, please" ou "Mate-me, por favor")


Essa estratégia de narrar a história do punk através das falas dos sujeitos envolvidos deixa a leitura do livro, de 443 páginas, mais leve e fluída.


Para quem é fã de punk, o que chama a atenção na leitura do livro é ler o que o seu ídolo fala sobre os momentos da sua banda favorita: início, meio e, às vezes, fim. Quer dizer, não é o crítico de música, muitas vezes distante de toda aquela cena, falando sobre a cena. É o cara da cena falando sobre ela! Totalmente emocionante ler os caras do próprio The Clash falando sobre a banda, ou o próprio Malcom McLaren falar sobre os Sex Pistols. A gente se sente próximo dos caras, como se fosse aquele amigo sentado no canto do sofá da casa deles. E as tretas... praticamente um "Gossip Girl" do punk!


Também na apresentação do livro, lemos:


Mate-me, por favor começa quando o CBGB's e o Bowery eram uma legítima terra de ninguém; revive os dias de glória do Velvet Underground, Ramones, MC5, Stooges, New York Dolls, Television e Patti Smith Group e disseca a morte do punk - quando este se torna manchete de jornais e uma nova onda para os retardatários. (MCNEIL & MCCAIN, 1997, p. 5)


Nas imagens abaixo, é possível ver a sequência de subcapítulos que dão uma ideia das temáticas abordadas, bem com da cronologia seguida no livro:



Ficou com vontade de ler? Já leu? Diz aí pra gente o que você mais gostou ou tem vontade de descobrir com a leitura desse livro!

 

Referência bibliográfica:

McNEIL, Legs; McCAIN, Gillian. Mate-me por favor: uma história sem censura do punk. (tradução de Lúcia Brito). Porto Alegre: P&PM, 1997.

Fotos:

Lu Bonfim (arquivo pessoal)

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